"Os povos indígenas foram um dos grupos sociais mais violados em seus direitos no período de apuração da CNV (1946-1988), crimes bárbaros foram praticados em todas as décadas em questão, por ação, conivência, corrupção e omissão do Estado brasileiro, diz no texto. Ele citou o Relatório Figueiredo e fundou e coordenou o projeto Armazém Memória.
No texto, Zelic sugere que a comissão deveria contar com uma coordenação-geral e uma equipe técnica para auxiliar nos trabalhos e por um colegiado de comissionados, composto por órgãos do Estado, representações dos povos indígenas e entidades da sociedade civil de caráter indigenista e de direitos humanos, responsáveis pela estruturação da Rede de Comissões da Verdade Indígena (Rede CVI). Assim, casos concluídos pela Rede CVI seriam enviados ao colegiado para a abertura de processos.
Uma condição para sustentar esse fluxo seria estimular os povos originários a criarem comissões para si e em universidades que possam colaborar com levantamentos. Outra finalidade diz respeito à mensuração de impactos territoriais, sociais, culturais e espirituais na vida das comunidades.
“Não podemos construir uma democracia verdadeira sem reconhecer as violências cometidas contra os povos indígenas. Precisamos garantir o direito à memória e à verdade, identificar responsabilidades e construir políticas de reparação integral para que essas violações nunca mais se repitam”, afirma Sônia Guajajara.
Fonte: agenciabrasi

