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Ancelotti cita Espanha, vê carência em uma posição da Seleção e diz o que esperar de Endrick em novo ciclo

Carlo Ancelotti anunciou a lista de convocados para os jogos contra Austrália e Índia, na Data Fifa de setembro e outubro

Por chefpablolima@gmail.com | 09/09/2026 15:19

A lista de convocados da Seleção Brasileira para os primeiros amistosos após a Copa do Mundo apresentou diversas novidades e também uma prioridade clara: encontrar um novo meio-campo para liderar a equipe no ciclo até o Mundial de 2030.

Se antes o setor tinha a experiência de Casemiro e também nomes rodados como Lucas Paquetá e Fabinho, Carlo Ancelotti manteve apenas dois nomes da Copa: Bruno Guimarães e Danilo Santos. Os demais são todos novidades: Andrey Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Douglas Luiz (Juventus) e Gabriel Bontempo (Santos).

Para Ancelotti, este é o setor que mais preocupa para o futuro da Seleção, que, na sua visão, está bem segura com defensores e atacantes.

"Agora temos tempo para fazer as coisas com mais calma e tranquilidade. Podemos fazer um trabalho sem pressa, tomando as decisões mais corretas para o futuro. Falando de qualidade, eu acho que nesse momento há algumas posições muito bem cobertas. No futuro, não vamos ter problemas com a defesa, com atacantes", respondeu o italiano, ao citar também o modelo da campeã do mundo Espanha como parâmetro.

"Temos que escolher meio-campistas porque nesse momento temos um pouco de carência no meio. Isso pode determinar também o modelo de jogo para o futuro da Seleção, porque o modelo de jogo depende muito da qualidade dos jogadores que você tem. Agora, todo mundo fala de um modelo de jogo da Espanha, que a Espanha pode propor um modelo de jogo porque tem muito meio-campistas. A Espanha teve a sorte de ter uma geração de meio-campistas muito forte. Nesse momento, quando você tem defensores e atacantes muito bons, um jogo de controle dessas posições é muito mais complicado".

A necessidade de formas jogadores para a posição deve até mexer no planejamento mostrado na Copa, quando Ancelotti apostou em um esquema com dois meio-campistas apenas. A possibilidade de alterar para três existe.

"Começamos jogando com três meias porque as lesões dos jogadores afetaram muito a estrutura da equipe. Nessa convocação, os jogadores da posição tem as mesmas características: Breno, Bruno, Danilo, Gabriel Bontempo, são box-to-box. Andrey Santos e Douglas Luiz são mais posicionáveis. Não quero dizer que vamos jogar com dois ou três, quero dizer que a qualidade deles nos permitem jogar com dois ou três".

Para o ataque, a aposta de Ancelotti está em Endrick. Apesar de ainda não ter ganhado a confiança de José Mourinho no Real Madrid, o jovem desponta para ser o novo camisa 9, número usado por Matheus Cunha na Copa. Outra possibilidade é João Pedro, ausente no Mundial, mas destaque no Chelsea.

"É verdade. Miramos em muitos centroavantes e creio que agora a situação está um pouco mais clara para todos. Temos muito jovens que teremos que acompanhar o crescimento, como o Endrick. Temos outro centroavante ótimo que está jogando muito bem, outros que não estão na lista. O Endrick é um que eu acho que vai ser um jogador importante para a Seleção no futuro"

O Brasil inicia a próxima Data Fifa contra a Austrália, em 25 de setembro, às 7h (de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.

Quatro dias pois, a equipe de Ancelotti repete a dose e volta a enfrentar os Socceroos, novamente às 7h, mas no Suncorp Stadium, em Brisbane.

A turnê será encerrada em 3 de outubro, às 9h (de Brasília), contra a Índia, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

Austrália (F) – 25/09, 7h (de Brasília) – Amistoso

Austrália (F) – 29/09, 7h (de Brasília) – Amistoso

Índia (F) – 03/10, 9h (de Brasília) – Amistoso


Fonte: espn.com