Agro

E se o algoritmo disser que sua fazenda desmatou?

Por chefpablolima@gmail.com | 08/09/2026 09:51

Divergências podem surgir em imagens de satélite

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A adoção de tecnologias para comprovar a conformidade ambiental da produção brasileira avança, mas também amplia o debate sobre possíveis erros na classificação de propriedades rurais. A avaliação é de Luis Eduardo Pacifici Rangel, ex-secretário de Defesa Agropecuária, ex-diretor do MAPA e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

No teste de conceito da Plataforma Agro Brasil+Sustentável, realizado na cadeia da carne, propriedades sem restrições aparentes tiveram relatórios processados em cerca de dois minutos. Apesar da rapidez, o procedimento ainda exigiu a integração de documentos, cadastros e diferentes atores para reconstruir a cadeia produtiva.

A principal preocupação está nos casos em que o sistema aponta uma propriedade como não conforme. Uma área regular classificada de forma equivocada pode enfrentar bloqueios comerciais, custos adicionais e necessidade de comprovar novamente sua situação.

Segundo a análise, divergências podem surgir em imagens de satélite, polígonos do CAR, sobreposições, datas de supressão, atualização das bases ou regras dos algoritmos. Por isso, a próxima etapa deve medir a precisão das decisões, permitir auditorias e criar mecanismos rápidos de contestação.

“O teste de conceito mostrou que a AB+S funciona. Agora começa o teste realmente interessante: fazê-la funcionar em escala, com menos burocracia, interoperabilidade, rastreabilidade e decisões auditáveis. Porque, quando a EUDR encontra uma fazenda de verdade, já não estamos discutindo apenas pixels e polígonos. Estamos discutindo produtores, contratos e acesso a mercados”, conclui.


Fonte: Agrolink