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Família de acreana assassinada a facadas tenta buscar filho em MT | G1

Criança vive em Nova Mutum e foi deixada com cuidadora por Mirela Kaluzny, assassinada no domingo (6). Mulher cortou contato após família dizer que buscaria o menino.

Por chefpablolima@gmail.com | 09/09/2026 15:06

Imagens mostram acreana sendo levada para casa onde foi morta a facadas no MT

Além da dor de perder a acreana Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, assassinada a facadas no último domingo (6) em Feliz Natal (MT), a família da jovem agora enfrenta outra angústia: a busca pelo filho dela, um menino de apenas 6 anos.

A família foi informada que a criança está em Nova Mutum (MT), sob os cuidados de uma mulher que os parentes no Acre não conhecem e que, recentemente, cortou qualquer comunicação com eles.

Segundo relatos de uma prima de Mirela ao g1, que preferiu não se identificar, o menino nasceu no Acre e saiu do estado ainda bebê. A jovem havia deixado o filho temporariamente com essa mulher em Nova Mutum enquanto enfrentava dificuldades pessoais.

"Ela tinha deixado ele com essa senhora enquanto estava passando por um período ruim. Depois ela foi se ajeitando e, pelo que ela falava e pelas fotos que mandava, parecia que ele estava bem. Só que agora a gente precisa resolver isso e trazer ele para perto da família", afirmou.

Nenhum familiar de Mirela reside em Nova Mutum. Logo após o crime, a mulher que cuidava do menino chegou a entrar em contato com a avó paterna da criança para avisar que ele estava bem.

No entanto, a atitude dela mudou assim que a família manifestou o desejo de buscar o garoto para criá-lo no Acre.

O pai do menino foi para Mato Grosso e registrou um boletim de ocorrência para saber o paradeiro do filho.

Carlo Alves Soares, de 43 anos, foi preso suspeito de matar Mirela dos Santos Kaluzny a facadas em Feliz Natal (MT) — Foto: Reprodução

Mirela Kaluzny foi morta no último domingo (6) na cidade de Feliz Natal, que fica a 536 km de Cuiabá. Câmeras de segurança registraram o momento em que a jovem, que aparentava estar embriagada, entra em uma residência acompanhada de um homem por volta das 3h19 da madrugada. (Assista ao vídeo no início da reportagem)

Mirela estava no aniversário da filha de uma amiga e permaneceu no local depois que começou uma festa. Cerca de sete minutos depois, às 3h26, um dos homens deixa o imóvel sozinho. Mais tarde, por volta das 3h35, uma mulher aparece entrando na casa. De acordo com a família, foi ela quem encontrou Mirela morta e pediu ajuda.

A família afirma que ela não conhecia o suspeito do crime, Carlo Alves Soares, de 43 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar escondido no corredor da casa, embriagado, próximo ao corpo ensanguentado da vítima. Ele confessou aos policiais que havia discutido com a vítima e que a atacou com uma faca. A arma foi encontrada no mesmo corredor durante a perícia.

Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, morava em Feliz Natal (MT) havia cerca de seis anos. Ela foi morta a facadas no último domingo (6) — Foto: Arquivo pessoal

Os parentes de Mirela acreditam que ela tenha sido vítima de uma emboscada e que reagiu a uma tentativa de abuso sexual. A família também aponta que um segundo homem, que aparece nas imagens puxando a jovem para dentro da casa, está foragido.

Mirela havia se mudado do Acre para o Mato Grosso há cerca de seis anos, logo após a morte de sua mãe, em busca de oportunidades de trabalho. Devido aos altos custos de traslado, o corpo da jovem não pôde ser levado de volta para Rio Branco e foi sepultado na última segunda-feira (7) em solo mato-grossense.

Imagens de câmera de segurança mostram Mirela entrando no imóvel acompanhada de um homem, por volta das 3h19, e o homem deixando o local sozinho cerca de sete minutos depois — Foto: Arquivo pessoal

A prima contou ainda que a família ainda tenta entender como a noite de festa terminou com a morte de Mirela. Segundo ela, tudo aconteceu em poucos minutos.

“Ninguém procurou ela. Ninguém deu falta dela. Mas foi questão de minutos, sabe? Muito rápido. Aí, quando escutaram, já chamaram a polícia. Quando a ambulância chegou, ela já estava sem vida. Ela não teve nem tempo de ter uma segunda chance'', lamentou.

Ainda conforme a família, a jovem não costumava contar muitos detalhes sobre a própria vida. A prima descreveu Mirela como uma pessoa alegre, sorridente e independente.

"Ela sempre foi muito alegre. Uma pessoa que a gente podia contar. Muito prestativa. Foi atrás das coisinhas dela pra ter a vida dela e isso aconteceu. Faz tempo que ela não vinha aqui [Acre]", disse.


Fonte: g1.globo.com/mt/mato-grosso